domingo, 27 de dezembro de 2009

Desejos: Drummond

Nada melhor que o poeta dos poetas para encerrar o ano. Vejo vocês, amados, em breve. Mil beijos em todos os corações que compartilham comigo este blog.

DESEJOS

Desejo a vocês...

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crônica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma surpresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança

Ouvir canto de passarinho.

Sarar de resfriado

Escrever um poema de Amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender um nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-Sol na roça

Uma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho branco

Bolero de Ravel

E muito carinho meu.


Carlos Drummond de Andrad

Feliz 2010!!!!!!!!!!!
Para quem quer pesquisar melhor Drummond, e saber de onde retirei a poesia acesse o link: http://www.joycebel.hpg.ig.com.br/poesias/desejo2.htm

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Encerrando o tema natal.




sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Os signos por Fernando Pessoa

O Simbolismo Astrológico de Mar Português

Em 1934, Fernando Pessoa publicou o único livro de sua carreira, Mensagem, para enviar a um concurso de poesias sobre Portugal. O livro é totalmente simbólico e em sua própria introdução Pessoa pede que o interpretemos como símbolo. É fato público e notório que Fernando Pessoa era astrólogo. Seus escritos astrológicos mais antigos são de 1908, quando o poeta tinha 20 anos. Por toda sua vida ele se utilizou da Astrologia, chegando inclusive a fazer as cartas astrológicas de seus heterônimos e a escrever um tratado sobre o assunto, em 1916, sob o heterônimo de Raphael Baldaya.

Além disso, Pessoa foi templário, maçon, teosofista e outros. Em sua biblioteca, além dos grandes filósofos encontramos obras de Blavatsky, Leadbeater, Krishnamurti, Mabel Collins, Alan Leo, Manly Palmer Hall e Rudolf Steiner. Pessoa inclusive traduziu 'A Voz do Silêncio" e "Luz no Caminho". Tudo isso leva a crer que conhecia e trabalhava com astrologia transpessoal. A segunda parte de Mensagem, chamada Mar Portuguêz, é composta de doze poemas que têm uma notável relação com os 12 signos.

Mar Português – Fernando Pessoa


ÁRIES

I. O INFANTE

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Áries é o primeiro signo do zodíaco, e Pessoa o relaciona neste poema com o Infante, o jovem. Também é o signo do impulso criador, o impulso para geração das coisas.

"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce." A partir da vontade de Deus, sem a qual nada aconteceria, do Primeiro Raio, que é o raio de Áries, a iniciativa é colocada na cabeça do homem, e através do uso dessa condição mental chegamos à concretização. O lema transpessoal de Áries é: "Eu surjo, e do plano da mente, governo". É o próprio uso do sonho do homem.

Áries é o impulso que fecunda, seu regente Marte também rege o esperma, o princípio masculino, ativo, da existência. "Sagrou-te e foste desvendando a espuma" .

E assim surgiu a terra, o próprio ser, a alma, em "Mensagem" simbolizada por Portugal. E como todo signo cardinal, Áries tem a iniciativa, mas falta a persistência e experiência para que o propósito da Alma se cumpra: "Senhor, falta cumprir-se Portugal!"

Mar Português – Fernando Pessoa

Publicado em biblioteca por Spider em Janeiro 1, 2006

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Enfeites reciclados






Desenvolvimento sustentável é questão de atitude. De nada adianta ficarmos indignados com o que vem acontecendo na natureza. É praticamente impossível resolvermos alguma coisa apenas mostrando nossa insatisfação. É preciso pensar, e principalmente agir.

domingo, 22 de novembro de 2009

Enfeites natalinos com garrafa pet

Enfeites simples mas, bem decorados alegram e iluminam o ambiente, de maneira econômica e sustentável.






quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um pouco de Drummond

Amei este texto, tem tudo a ver com o "fim", não só de um ano mas, de uma fase ou etapa, etc. e tal.

FELIZ OLHAR NOVO!!!
(Carlos Drummond de Andrade)

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.

O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.

O ano que vai entrar não vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é SABEDORIA!

E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3, a dos amigos. Ou mude de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro):

CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade as coisas ficam diferentes.

Desejo para você esse olhar especial.

O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!!!"

domingo, 8 de novembro de 2009

Guirlanda com Jornal



Material:
· Jornal
· Tinta acrílica verde
· Fitas fina
· Fitas de natal
· Bolas de natal
· Cola quente
· Fita crepe
· Tesoura
Modo de Fazer:
1. Faça vários canudos com a folha inteira de jornal, mínimo 12
2. Vá enrolando e aumentando o tamanho
3. trance os canudos
4. Prenda com fita crepe
5. Prepare a tinta para colorir
6. Faça laços diversos e cole na guirlanda
7. Decore com as bolas

Já é Natal?

Pensando nesta data realizei várias pesquisas com textos e imagens com o tema natal, espero que gostem, não se assuste se encontrar alguma imagem conhecida pois visitei muitos blogs e sites . Mil bjs

Os símbolos do natal

Árvore de Natal:

No mundo, milhões de famílias celebram o Natal ao redor de uma árvore. A árvore, símbolo da vida, é uma tradição mais antiga do que o próprio Cristianismo, e não é exclusiva de uma só religião.
Muito antes de existir o Natal , os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano em dezembro como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte.


Já o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para as festividades deste mesmo dia do ano.A primeira referência a uma " Árvore de Natal" é do século XVI. Na Alemanha, famílias ricas e pobres decoravam árvores com papel colorido, frutas e doces. Esta tradição se espalhou pela Europa e chegou aos Estados Unidos pelos colonizadores alemães. Logo, a árvore de Natal passou a ser popular em todo mundo.


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O Presépio:

Um dos símbolos mais comuns no Natal dos países
católicos é a reprodução do cenário onde Cristo nasceu: uma manjedoura, animais, pastores, os três reis magos, Maria, José e o Menino Jesus.
O costume de montar presépios surgiu com São Francisco de Assis, que pediu a um homem chamado Giovanni Villita que criasse o primeiro. São Francisco, então, celebrou uma missa em frente deste presépio, inspirando devoção a todos que o assistiam.


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Papai Noel:

Ele foi inspirado no bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos.

Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo. Nos Estados Unidos, a tradição do velhinho de barba comprida e roupas vermelhas que anda num trenó puxado por renas ganhou força.A figura do Papai Noel que conhecemos hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1881.


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O cartão de Natal:

A prática de enviar cartões de Natal surgiu na Inglaterra no ano de 1843. Em 1849 os primeiros cartões populares de Natal começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William Egly.



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Os presentes:

Existem muitas origens para este símbolo. Uma delas conta que São Nicolau, um anônimo benfeitor, presenteava as pessoas no período natalino. Outra tradição mais antiga, lembra os três reis magos que presentearam Jesus. O dia e o motivo de dar e receber presentes varia de país para país.




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Canções de Natal:

A Igreja católica sempre deu muita importância para o valor da música. As primeiras canções natalinas datam
do século IV e são cantadas até hoje na véspera de Natal.




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A Comida:

O Natal significa comida na maior parte do mundo cristão. O simbolismo que o alimento tem na mesa no dia de Natal vem das sociedades antigas que passavam muita fome e encontravam em algum tipo de carne - o mais importante prato - uma forma de referenciar à Deus e à Jesus (ligada às palavras de Jesus: " Este é meu corpo"). Geralmente era servido porco, ganso - mais tarde substituído por peru, e peixe. Uma série de bolos e massas são preparados somente para o Natal e são conhecidos por todo mundo.


Pesquisa: Site "O guia dos Curiosos".

sábado, 7 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Interpretação

Retrocesso

O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada.
O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo que botões apertar.)
— Fantástico! — comentou o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação.
Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar.
Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança, consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula.
— Fantástico! — repetiu o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.
— Mas me diga uma coisa... — começou a dizer o visitante.
— Sim?
— Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.
— Exatamente.
— Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô?
Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência.
— Isso — explicou — seria um retrocesso.
— Por quê?
— Estaríamos de volta ao ser humano.
E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.

Luís Fernando Veríssirno. In Nova Escola. São Paulo. Abril, out. 1990. p. 19.

Explorando o texto:
Responda de acordo com o texto:
a. Quais as características das professoras descritas no texto?
b. Segundo o autor do texto, como seria a aula do futuro?
c. Na aula do futuro, como agiriam os alunos quando tivessem alguma dúvida?
d. O que aconteceu quando a criança machucou-se no teclado?
e. Na sua opinião, qual a razão de ter duas professoras-robô para atender aos alunos?
f. A professora de plástico e fibra de vidro satisfazia que tipo de necessidade das crianças? Por quê?
g. Qual era a função da professora acolchoada?
h. Na sua opinião, por que seria um retrocesso reunir todas as funções da professora numa máquina apenas?

1. Na sua opinião, a professora-robô é diferente das professoras que você conhece? Por quê?
2. Numere as frases de acordo com a ordem de acontecimentos do texto:
( ) Uma das crianças prendeu o dedo no teclado.
( ) O visitante estranhou, quando o levaram para conhecer a sala de aula, havia duas professoras.
( ) O aluno que machucou o dedo começou a chorar.
( ) O técnico sacudiu a cabeça desanimado.
( ) A segunda professora voltou para o seu canto e se desligou, enquanto a primeira voltou a dar aula.
( ) O visitante viu que dito uma bobagem.
( ) O visitante acompanhou uma aula do futuro.

3. Marque com X as palavras que você usaria para caracterizar a “professora_robô”, que explicava a matéria para as crianças.
( ) impaciente ( ) simpática ( ) carinhosa ( ) eficiente
( ) gentil ( ) impessoal ( ) objetiva

4. Marque com X a resposta correta:
O significado de retroceder é:
( ) realizar alguma coisa
( ) melhorar o ensino.
( ) voltar para trás
( ) nenhuma das respostas.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ser professor...

É buscar dentro de cada um de nós
forças para prosseguir, mesmo com toda pressão,
toda tensão, toda falta de tempo...
Esse é nosso exercício diário!
Ser professora é se alimentar do conhecimento
e fazer de si mesma janela aberta para o outro.
Ser professora é formar gerações, propiciar o
questionamento e abrir as portas do saber.
Ser professora é lutar pela transformação...
É formar e transformar,
através das letras, das artes, dos números...
Ser professora é conhecer os limites do outro.
E, ainda assim, acreditar que ele seja capaz...
Ser professora é também reconhecer que
todos os dias são feitos para aprender...
Sempre um pouco mais...
Ser professora
É saber que o sonho é possível...
É sonhar com a sociedade melhor...
Inclusiva...
Onde todos possam ter acesso ao saber...
Ser professora é também reconhecer que somos,
acima de tudo, seres humanos, e que temos licença para rir, chorar,
esbravejar.
Porque assim também ajudamos a pensar e construir o mundo.

sábado, 10 de outubro de 2009

Projeto ninguém é igual a ninguém










Trabalhando as diferenças e semelhanças entre os seres, trabalho realizado pela colega Angélica Aniceto, muito bom.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Reciclagem divertida

Série Dinâmicas 5

CAIU EM MIM

Objetivo: Esta dinâmica pode ser considerada um exercício de integração, no entanto, é mais adequada para grupos que já se conhecem, objetivando o lazer e a descontração.

Procedimentos:

1. Orientar para que todos fiquem assentados em círculo;
2. Distribuir papeletas e lápis para cada participante;
3. Cada pessoa escreverá na sua papeleta alguma coisa que o vizinho da direita realizasse. Pode ser qualquer coisa: imitar alguém, cantar uma música, imitar um animal, etc;
4. Deverão assinar o nome nas papeletas
5. O facilitador recolhe todas as papeletas;
6. Após recolher as papeletas, dá o mote: “Aquilo que você quiser para si não deve desejar para os outros… Portanto, o que você escreveu na sua papeleta, quem vai executar é você! (niguém pode se recusar a participar)
7. Iniciar por voluntários, até que todos tenham concluído

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Semana da Criança!!!!



Homenagem a todas as crianças...





"Ser criança é comer pipoca, é levantar tarde, é lambuzar a cara comendo chocolate, é tirar meleca do nariz sem se importar com ninguém, é falar errado, é rir, rir alto, é cantar, é ver o céu sempre azul, é estar sempre com as roupas sujas, é querer comer sempre no McDonald´s, é viver cada minutinho de sua vida aproveitando o que ela tem de melhor.Ser criança é ter medo do bicho-papão, é correr e se esconder atrás das portas, é esperar pelo presente do Papai Noel ... ser criança, é uma brincadeira sem fim.Ser criança, é depois de um dia atarefado, deitar no colinho dos pais e adormecer, feito um anjinho, tendo a certeza de que eles sempre estarão ali do seu lado, para protegê-la e amá-la e ainda acreditar que o outro dia será sempre melhor que o anterior."


Série Dinâmicas 4 - Os bichos

Tema: criação do mundo ou arca de Noé.
Duração: 10 minutos.
Público: crianças, 8 pessoas.
Material: cartão, cola e figuras de animais.

Faça dois cartões com o nome e a figura de cada animal.
Distribua um cartão para cada criança, sem que as outras vejam a figura.
Peça às crianças que se espalhem bem pelo salão, e ao seu sinal, cada criança deve fazer o som (a voz) do animal no seu cartão.
É importante que cada um faça somente o som do animal no seu próprio cartão.
Pelo som, cada criança deve achar o seu par e a medida que se encontram podem sentar-se ou formar uma fila.
Para contar a história da criação, você pode usar este jogo como ponto de partida para uma conversa: De onde vem tantos animais diferentes?
Você sabia que foi Deus que criou cada um destes animais? etc..
Para a Arca de Noé, você pode determinar que uma sala seja a arca, e os "animais" a medida que acham o seu par são conduzidos para lá por uma pessoa fantasiada de Noé e que contará a história.

domingo, 4 de outubro de 2009

Série Dinâmicas 3

DINÂMICA DO BONECO

Primeiramente individual construir um boneco seguindo orientação da professora. Em seguida construir o mesmo boneco em grupos respondendo as mesmas questões cujo tema é o amigo(a) ideal. O professor pode inventar as questões ou deixar que os próprios alunos criem as suas.
O objetivo maior é trocar informações sobre o outro facilitando a socialização. Primeiramente reflexão individual seguida de uma reflexão coletiva.

sábado, 3 de outubro de 2009

Série Dinâmicas 2

DINÂMICA DA PARÓDIA

Em grupos, a tarefa é: elaborar e apresentar uma paródia referente aos temas trabalhados na aula. Com o objetivo de fixar melhor o conteúdo de maneira lúdica e reforçando a socialização.

Exemplo: Música utilizada para paródia “Andar de trem"- gênero infantil

Eu vou andar de trem e você vai também
Só falta eu comprar uma passagem para o velho trem }bis
Braço pra frente, mais pra frente
Perna dobrada, mais dobrada
Tchu tchu tcha tcha }bis

Nova versão:

Eu vou nesse trem e você vai também
Só falta entender o que a psico vai nos dizer } bis
Conceito, mais conceito
Identidade, mais identidade
Objeto, mais objeto
Vou estudar pra compreender tchu tchu tcha tcha } bis

O bom é que os alunos escolham suas canções prediletas,e ao final montar um painel em classe com todas as músicas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Série Dinâmicas

Vou iniciar uma semana apenas com dinâmicas para se trabalhar em sala de aula, espero que gostem. Bjs!

DINÂMICA DA BOLA IMAGINÁRIA

Imaginar uma bola e começar a brincar com ela . Criar uma outra bola, brincando de forma diferente. Em seguida todos devem se unir formando uma única bola que passou a ser utilizada por todos.
Cada um passa a bola para o outro falando seu nome antes e assim sucessivamente até que todos participem.
A dinâmica mostra que é preciso estar aberto a novas mudanças. No momento em que optamos por imaginar uma determinada bola e passá-la para o outro estamos despertando o espírito de cooperação, o conhecimento de si e do outro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Aprendendo com poesia

[os nomes dos bichos não são os bichos]
Arnaldo Antunes


Os nomes dos bichos não são os bichos.
Os bichos são:
macaco gato peixe cavalo vaca elefante baleia galinha.
Os nomes das cores não são as cores.
As cores são:
preto azul amarelo verde vermelho marrom.
Os nomes dos sons não são os sons.
Os sons são.
Só os bichos são bichos.
Só as cores são cores.
Só os sons são
som são
nome não
Os nomes dos bichos não são os bichos.
Os bichos são:
plástico pedra pelúcia madeira cristal porcelana papel.
Os nomes das cores não são as cores.
As cores são:
tinta cabelo cinema céu arco-íris tevê.
Os nomes dos sons.



Atividade

1. Comentário geral

O poeta traz como questão a relação entre o "nomes das coisas" (o nome dos bichos e o nome das cores) e as "coisas" (o bicho, a cor), pois a "coisa" não é o nome, mas para dizer da "coisa" se tem que recorrer ao nome da "coisa". Esta é a brincadeira do poema. No caso dos sons, eles "apenas" são, já que têm uma multiplicidade, infinidade e são, de certo modo, inapreensíveis, não cabem na "coisa".
O poeta também quebra a sintaxe quando diz "os sons são", pois o verbo "ser" exigiria um complemento. Os sons são o que são (talvez isto esteja relacionado à quebra sintática comentada acima) e estão em todas as coisas através de seus nomes, mas não estão em nenhuma delas, isto é, o nome "macaco" não está no bicho macaco.
Há também o jogo homofônico1 entre "são", "som" e "não". Outro jogo feito pelo poeta é quando diz "os bichos são:/ plástico pedra pelúcia madeira cristal porcelana papel/" como se estivesse dizendo do que são feitos.

2. Objetivo da atividade (+/- 30’)
􀀹 Mostrar as possíveis relações entre as "coisas" e o "nome das coisas".


3. Material
􀀹 Copia em xerox para cada aluno;
􀀹 Diário poético;
􀀹 Lápis de cor.


4. Procedimento do professor

1º momento
􀀹 Declamar várias vezes o poema;
􀀹 Discutir as relações entre as coisas e o nome das coisas.


2º momento
􀀹 Colar o poema no diário poético.


5. Procedimento do aluno
􀀹 Discutir coletivamente o poema
􀀹 Copiar e ilustrar o poema no diário poético.


Obs: Critícas são sempre construtivas!!!!!!!!!!!

sábado, 12 de setembro de 2009

Ensinando com poesia

LEVAVA EU UM JARRINHO

Fernando Pessoa

Levava eu um jarrinho
P´ra ir buscar vinho
Levava um tostão
P´ra comprar pão;
E levava uma fita
Para ficar bonita.
Correu atrás
De mim um rapaz:
Foi o jarro p´ra o chão,
Perdi o tostão,
Rasgou-se-me a fita...
Vejam que desdita!
Se eu não levasse um jarrinho,
Nem fosse buscar o vinho,
Nem trouxesse uma fita
P´ra ir bonita,
Nem corresse atrás
De mim um rapaz
Para ver o que eu fazia,
Nada disto acontecia.

ATIVIDADES DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO

LEVAVA EU UM JARRINHO – FERNANDO PESSOA

1. Comentário geral

Este poema singelo está dividido em 3 estrofes.
Na 1ª estrofe temos 6 versos rimados: "a/a, b/b, c/c".
Na 2ª, com 5 versos, a organização é: a, b/b, c/c.
A última estrofe, com 8 versos: a/a, b/b, c/c, d/d.
A inocência da menina que o poema retrata fica expressa pelo jarrinho que levava e pela fita que usava.
A confusão do encontro com o rapaz (talvez ela tenha ido bonita justamente para encanta-lo), traz um certo arrependimento em sair bonita e levar o jarrinho.

2. Objetivo da atividade
* analisar a estrutura rítmica do poema.

3. Material
* poema apresentado em folha 40 kg ou na lousa;
* dicionário
* diário poético;
* lápis grafite preto.

4. Procedimento do professor

1º momento
* escrever o poema na lousa;
* ler a bibli(o)grafia do Fernando Pessoa;
* declamar várias vezes;
* discutir a estrutura do poema e seus sentidos;
* orientar os alunos em dupla a encontrar o sentido de "tostão" e "desdita";
* escrever ao lado do poema os sentidos que encontraram e que faça sentido dentro do poema.

2º momento
* solicitar a cópia no diário.

5. Procedimento do aluno
* discutir coletivamente o poema;
* copiar o poema no diário;
* usar o dicionário para descobrir o sentido de "tostão" e "desdita".

domingo, 23 de agosto de 2009

Interpretação

TEXTO

Meu guri

Quando seu moço, nasceu meu rebento Chega no morro com o carregamento
Não era o momento de ele rebentar Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Já foi nascendo com cara de fome Rezo até ele chegar cá no alto
E eu não tinha nem nome pra lhe dar Essa onda de assaltos ta um horror
Como fui levando, não sei lhe explicar Eu consolo ele, ele me consola
Fui assim levando, ele a me levar Boto ele no colo pra ele me ninar
E na sua meninice ele um dia me disse De repente acordo, olho pro lado
Que chegava lá E o danado já foi trabalhar, olha aí
Olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí Olha aí, é o meu guri
Olha aí, ai o meu guri, olha aí E ele chega
Olha aí, é o meu guri
E ele chega Chega estampado, manchete, retrato
Com vendas nos olhos, legenda e as iniciais
Chega suado e veloz do batente Eu não entendo essa gente, seu moço
E traz sempre um presente pra me encabular Fazendo alvoroço demais
Tanta corrente de ouro, seu moço, O guri no mato, acho que tá rindo
Que haja pescoço pra enfiar Acho que tá lindo de papo pro ar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro Desde o começo eu não disse, seu moço?
Chave, caderneta, terço e patuá Ele disse que chegava lá
Um lenço e uma penca de documentos Olha aí, olha aí
Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí Olha aí, é o meu guri.
Olha aí, é o meu guri
E ele chega ( Chico Buarque de Holanda )
Vocabulário
Rebento: filho (sentido figurado).
Rebentar: nascer ( sentido figurdo).
Batente: trabalho diário.
Patuá: espécie de amuleto
Alvoroço: alarde, tumulto.

Questões sobre o texto

1- Responda às questões:

a- Qual é o tema da canção “Meu guri” de Chico Buarque?
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b- Quem conta a história do menino? Copie um verso da canção que justifique sua resposta.
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2- Na última estrofe, o que a mãe pensa ao ver a foto do filho no jornal? O que realmente aconteceu?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3-Substitua a seguinte expressão denotativa (isto é, que apresenta o sentido real das palavras) por outra, em linguagem figurada, que se encontra no poema lido.
Ele me disse que venceria!
_________________________________________________________________________

4-“Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular”
Por que o guri chega sempre suado e veloz do trabalho?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________

5- Por que a bolsa que o guri deu de presente à sua mãe já vinha com tudo dentro?
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6- Que ironia há nestes versos: “Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror”
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________
7-Que outro título você poderia dar a esta música?
_________________________________________________________________________

ORAÇÕES

Atividades

Em qual alternativa a oração destacada é coordenada conclusiva?

a) Roberto Carlos não só canta mas também compõe.
b) Cumprimente-o, pois hoje é seu aniversario.
c) Não tinha mais nenhuma chance com o ex-namorado, portanto desistiu de procurá-lo.
d) O candidato estava preparado, entretanto não foi classificado.

2. As orações coordenadas podem ser sindéticas ou assindéticas. Agora leia as orações:

I. Não assisto TV, pois prefiro uma boa leitura.
II. Adoro você e sempre vou adorar, porém não me engane.
III. Fique comigo ou com o mundo.

De acordo com as orações acima, marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso nas afirmativas que seguem. Você é capaz!

( ) No período I há duas orações coordenadas sindéticas.
( ) Os três períodos possuem, cada, somente uma oração coordenada assindética.
( ) No período II há uma oração coordenada sindética aditiva e outra adversativa.

3. Vimos em sala que as orações coordenadas são aquelas que não dependem umas das outras e que se classificam em assindéticas e sindéticas. Diante dessa informação, leia o período abaixo e marque o item que classifica corretamente as orações na respectiva seqüência em que elas se encontram.

“Teresa gostava de Simão, mas seus pais eram contra, pois as famílias eram inimigas.”
a)Assindética — Sindética Explicativa — Sindética Adversativa.
b)Sindética Adversativa — Assindética — Sindética Alternativa.
c)Assindética — Sindética Adversativa — Sindética Explicativa.
d)Sindética Conclusiva — Sindética Aditiva — Assindética.
e)Sindética Aditiva — Assindética — Sindética Explicativa.

4. “Mãe, Marcos César é um rapaz maravilhoso, porém não quero ficar com ele”.
A oração destacada classifica-se em:

a)Aditiva. b)Alternativa. c )Adversativa. d)Conclusiva. e)Explicativa.

5. Classifique as orações destacadas de acordo com o código abaixo:

I Sindética aditiva.
II. Sindética adversativa.
III. Sindética explicativa.
IV.Sindética conclusiva.
V.Sindética alternativa.

( ) As ruas estavam molhadas, porque choveu à noite.
( ) José entendeu os testes, portanto pode fazer as provas.
( ) O filho chegou, mas a mãe não notou.

6. A vida transcorre entre o sucesso e o insucesso.
É importante, ------------, que o adolescente enfrente adversidades, fracassos e frustrações para que possa, segundo a canção popular, “sacudir a poeira e dar a volta por cima”.
A conjunção que introduz uma idéia de conclusão é :
a) porquanto
b) porém
c) pois
d) contudo
e) conquanto

7. “Os pais incentivaram os filhos para a leitura; estes, contudo, pouco leram.”
A conjunção expressa idéia de:
a) conclusão
b) oposição
c) alternância
d) adição
e) explicação

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Exercícios com substantivos

Observe:

Os pais têm muitas responsabilidades.

O presidente vetou o projeto de aumento do salário mínimo.

O homem é o único animal que tem consciência da morte.

As festas populares equilibram a crise.

Explique:

As palavras grifadas nos exemplos acima são substantivos. Analisando e comparando os exemplos, verifique o que eles têm em comum e que variações podem ocorrer com eles (que mudanças eles aceitam ou não). Resuma, então, as características de um substantivo:
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____________________________________________________
____________________________________________________
____________________________________________________


Grife os substantivos no texto abaixo e justifique sua classificação:
1.
"Desde os primeiros tempos, o ser humano vem buscando explicações para os fenômenos da natureza, para o funcionamento do universo e para a sua própria razão de existir.
Os homens da chamada Pré-história fizeram dos elementos da natureza seus deuses: o deus da água, o do fogo, o deus-trovão e o da tempestade. Havia também o deus-sol, que trazia a vida e a luz.
Progressivamente, o pensamento místico, que sempre acompanhou os homens, foi tornando-se mais complexo e diversificado. Hoje existem milhares de seitas, religiões e crenças, que vão desde as mais simples superstições (como não cruzar com um gato preto ou não passar debaixo de uma escada) e rituais mágicos, previsões, vidência, leitura de cartas, búzios, mapas astrológicos, até as religiões institucionalizadas, com regras e cultos definidos e obrigatórios a todos os fiéis. Religiões que controlam redes de televisão, bancos, terras e Estados." (Cisalpino, Murilo. Religiões. Ed. Scipione. São Paulo. 2004.pág.08)
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

DEUS NUNCA ERRA...

Um rei que não acreditava na bondade de DEUS.
Tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito , Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei.
O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas. O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo.
Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu -o muito afetuosamente.
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito !!! Ele nunca erra!
Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito.
Todas as manhãs, ofereça seu dia ao Senhor Jesus! Peça para Deus inspirar os seus pensamentos, guiar os seus atos, apaziguar os seus sentimentos.
E nada tema, pois DEUS NUNCA ERRA!!!
Sabe porque você recebeu essa mensagem ? Eu não sei, mas Deus sabe, pois Ele nunca erra.......
O caminho de Deus é perfeito e a sua palavra sem impureza. Ele é o caminho de todos que nele confiam, como diz em 2º Samuel - 22 - 31.
No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminhotinha uma pedrano meio do caminho tinha uma pedra.Nunca me esquecerei desse acontecimentona vida de minhas retinas tão fatigadas.Nunca me esquecerei que no meio do caminhotinha uma pedraTinha uma pedra no meio do caminhono meio do caminho tinha uma pedra.
No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminhotinha uma pedrano meio do caminho tinha uma pedra.Nunca me esquecerei desse acontecimentona vida de minhas retinas tão fatigadas.Nunca me esquecerei que no meio do caminhotinha uma pedraTinha uma pedra no meio do caminhono meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade

ARTIGOS

Observe:

Ele é um jogador de futebol.
Comprei um carro.

Ele é o jogador de futebol.
O carro que comprei é muito econômico.

Lemos uma história que falava da China.

Lemos a história da China em três volumes.


Explique:

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As palavras grifadas nos exemplos acima são artigos. Analisando os exemplos, explique seu uso.

Escolha e complete:
1.
Era ______ (a / uma) vez ______ (o / um) menino que gostava muito de histórias de fantasmas.
Ele vivia assustando _______ (os/uns) colegas da classe. Contava _______ (os / uns) casos horripilantes, dizendo que tinham acontecido com ele. ______ (os/uns) colegas acreditavam. Todos tinham certeza que ele já tinha visto ______ (a / uma) mula sem cabeça, que ela já tinha ficado cara a cara com ______ (o / um) lobisomem, enfim, ninguém desconfiava que ele só lia _______ (as / umas) histórias e saía contando por aí, como se tivesse vivido todas elas. Isso porque ele não era apenas _______ (o / um) bom contador de histórias, mas ______ (o / um) melhor contador de histórias que já tinha aparecido naquela escola.

2.
_______ (os / uns) dinossauros viveram há muitos milhões de anos. Ninguém sabe ao certo o que causou ______ (o / um) desaparecimento deles, mas há muitas teorias. _____ (a / uma) delas supõe que _______ (o / um) grande meteoro tenha atingido o planeta e provocado ______ (a / uma) profunda alteração do clima e ______ (a / uma) extinção de várias espécies.

domingo, 21 de junho de 2009

Aposto e Vocativo

Aposto é o termo que explica, desenvolve, identifica ou resume um outro termo da oração, independente da função sintática que este exerça.Vocativo é um termo independente que serve para chamar por alguém, para interpelar ou para invocar um ouvinte real ou imaginário.
Ex. Marcela, dê-me um beijo!

Exercícios1-
Sublinhe o aposto:

a)Alexandre, rei da Macedônia, morreu aos 33 anos.
b)O almirante Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.
c)D. Pedro, príncipe regente, fez a Independência.
d)Os grupos venceram Xerxes, rei dos Persas.
e)O imperador D.Pedro I partiu para Portugal.
f)Camões, o épico dos Lusíadas, escreveu também poemas líricos.
g)Comprei esta camisa na rua Buenos Aires.
h)Renato, primo de meu colega, passou no vestibular.
i)Meu tio Alberto lecionar a muitos anos.
j)Gostei do romance Quincas Borba.

2-Sublinhe o vocativo:
a)Paulo, toma a sopa.
b)Aonde iremos agora, papai?
c)Mamãe, quero falar com a senhora.
d)Bom dia, amigo.
e)João, aonde vai?
f)Minha senhora, chamaram-na ao telefone.
g)Ó homem de pouca fé, porque duvidaste?
h)Professora, amanhã teremos aula?
i)Poeta, canta as glórias da sua pátria.
j)Quantos anos tens, rapaz?

GABARITO
1)a- Alexandre, rei da Macedônia, morreu aos 33 anos.
b)O almirante Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.
c)D. Pedro, príncipe regente, fez a Independência.
d)Os grupos venceram Xerxes, rei dos Persas.
e)O imperador D.Pedro I partiu para Portugal.
f)Camões, o épico dos Lusíadas, escreveu também poemas líricos .
g)Comprei esta camisa na rua Buenos Aires.
h)Renato, primo de meu colega, passou no vestibular.
i)Meu tio Alberto lecionar a muitos anos.
j)Gostei do romance Quincas Borba.

2)a )Paulo, toma a sopa.
b)Aonde iremos agora, papai?
c)Mamãe, quero falar com a senhora.
d)Bom dia, amigo.
e)João, aonde vai?
f)Minha senhora, chamaram-na ao telefone.
g)Ó homem de pouca fé, porque duvidaste?
h)Professora, amanhã teremos aula?
i)Poeta, canta as glórias da sua pátria.
j)Quantos anos tens, rapaz?

terça-feira, 16 de junho de 2009

O que é Portifólio?

Existem pelos menos três tipos de portfólio:
• O Portfólio Particular
• O Portfólio de Aprendizagem
• O Portfólio Demonstrativo

O primeiro tipo de Portfólio, o particular, geralmente é utilizado pelos professores para manter registros de seus alunos, como boletim, informações pessoais como históricos médicos e número de telefone dos pais etc. São na maioria das vezes realizados registros sistemáticos, de observações de conduta, atitudes, situações e anotações de entrevistas feitas com os alunos, sendo algumas vezes com seus familiares.
O segundo tipo, o de aprendizagem, favorece a reflexão sobre o próprio aprendizado e possibilita uma comunicação mais direta entre professor e alunos e desses com os diversos conteúdos. Contem anotações, rascunhos e esboço preliminar de projetos em andamento, amostras de trabalhos e diário de aprendizagem do estudante. Esse material é de consulta tanto do professor quanto ao aluno. Caso permaneça na escola, poderá ser guardado em arquivos com repartições ou guardados em prateleiras por ordem alfabética.
Já o terceiro tipo – o Portfólio demonstrativo– agrega os elementos do portfólio particular e o de aprendizagem, evidenciando os resultados dos trabalhos realizados, quer sejam aqueles que demonstram crescimentos efetivos quer sejam aqueles que apontam os problemas de aprendizagem. É composto de amostras representativas de trabalhos que demonstram os avanços importantes do aluno ou problemas persistentes. Quando se tratar de crianças, o professor poderá dar aos pais, que além de poder escolher itens para o portfólio demonstrativo, podem no final do ano apresentá-lo para a professora da série seguinte. Contem fotografias, gravações, desenhos, cópias de relatos narrativos dos alunos, trabalhos artísticos, pesquisas, produções diversas e diários de aprendizagem. No ensino superior, o estudante apresenta o seu percurso de aprendizagem, evidencia os textos lidos, apresenta os trabalhos realizados, bem como os demais item anteriormente mencionados, como fotografias, desenhos etc.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

De acordo com Hernández (1998; 2000), o Portfólio é definido como uma coleção seletiva de itens que revelam, conforme o processo se desenvolve, a reflexão sobre os diferentes aspectos do crescimento e do desenvolvimento de cada aluno, ou de cada grupo de alunos. O aluno é orientado para ser claro e objetivo ao revelar, analisar e discutir sua própria aprendizagem e desenvolvimento durante o processo, por meio de comentários pessoais integrados em cada momento de sua produção ao compor o Portfólio.
Esses comentários constituem um importante instrumento de avaliação e de auto-avaliação, devendo o aluno registrar as aprendizagens mais significativas dos conteúdos abordados, evidenciando reflexões sobre a sua construção, isto é, o que aprendeu, se ampliou seu conhecimento, seja por meio das aulas, textos, pesquisas, palestras, seminários, reportagens, vídeos, trabalhos de extensão à comunidade. (HERNÁNDEZ, 1998; 2000)
Finalmente, vale mencionar que, segundo Villas Boas (2004; 2006), em educação o portfólio apresenta várias possibilidades: uma delas é a sua construção pelo aluno. Neste caso, reforça a ideia de ser o portfólio uma coletânea de suas produções, as quais apresentam as evidências da sua aprendizagem. É organizado por ele próprio para que ele e o professor, em conjunto, possam acompanhar o seu progresso. Serve para vincular a avaliação ao trabalho pedagógico em que o aluno participa da tomada de decisões, de modo que ele formule suas próprias idéias, faça escolhas e não apenas cumpra as prescrições do professor e da escola. Conforme preconiza a autora, nesse contexto, a avaliação se compromete com a aprendizagem de cada aluno e deixa de ser classificatória e unilateral. O portfólio é uma das possibilidades de criação da prática avaliativa comprometida com a formação do cidadão capaz de pensar e de tomar decisões. Para Villas Boas, alguns princípios–chave orientam a sua construção, a saber:

- O primeiro deles, como se percebe, é o da sua construção pelo próprio aluno, possibilitando- lhe fazer escolhas e tomar decisões.
- Essa construção é feita por meio da reflexão, porque o aluno analisa constantemente as suas produções. Além disso, ele é estimulado a realizar atividades complementares, por ele selecionadas.

- Esse processo favorece o desenvolvimento da criatividade, porque o aluno escolhe a maneira de organizar o portfólio e busca maneiras diferentes de aprender.
- Enquanto assim trabalha, ele está permanentemente avaliando o seu progresso. A autoavaliação é, então, um componente importante.
- O trabalho pedagógico e a avaliação deixam de ser de responsabilidade exclusiva do professor. A parceria passa a ser um princípio norteador das atividades.
- A vivência desse processo dá oportunidade ao aluno de desenvolver sua autonomia frente ao trabalho pedagógico. Ele percebe que pode trabalhar de forma independente e não ficar sempre aguardando orientação do professor. Forma-se, assim, o cidadão e o trabalhador capaz de ter inserção social crítica.
- O trabalho com o portfólio tem início com a formulação dos seus propósitos, para que todos saibam claramente em que direção irão trabalhar. Poderá haver propósitos comuns ao grupo de aluno se outros criados por cada um deles, para que atendam seus interesses individuais.
Ainda na perspectiva de Villas Boas, é necessário que professores e alunos, em conjunto, definam os descritores (critérios) de avaliação, levando em conta, entre outros aspectos, os propósitos. Como os dois segmentos avaliam a construção do portfólio, ambos devem se basear nos mesmos critérios. Para a autora, a adoção adequada do portfólio favorece a prática da avaliação formativa, voltada para o desenvolvimento do aluno, do professor e da escola. Além disso, o seu uso permanente faz com que deixe de ser apenas um instrumento de avaliação e passa ser a própria organização do trabalho pedagógico da escola como um todo e da “sala de aula”. Considerando ainda que posso contribuir, nesse espaço, para o processo formativo dos professores, seguem os itens que compõem o portfólio para trabalhar na Educação Básica:
+ Diários de aprendizagem;
+ Mostra de trabalhos;
+ Registros de caso;
+ Registros sistemáticos;
+ Trabalhos artísticos;
+ Produtos de avaliação de desempenho;
+ Fotografias;
+ Registros escritos;
+ Entrevistas com os alunos;
+ Registros de reuniões de análise de portfólio;
+ Relatos narrativos.

EXEMPLOS DE:

1. DIÁRIO DE APRENDIZAGEM
Nome: Professora:Data: Ano/Série:
O que tenho aprendido:
O que quero Aprender mais:
Planejo Fazer:
Comentários do professor:
2. REGISTRO DE CASO
Nome: Data:Evento:
Situação:
Detalhes:
Comentários:
3. MOSTRA DE TRABALHO
(Comentário do professor)Nome: Data:Trabalho:
___ Iniciado pelo professor ____ Iniciado pelo estudante
Habilidade/conceito:
Referência:____ Iniciante _____ Em desenvolvimento____ Domínio ______ Avançado
Observação:
4. REGISTRO SISTEMÁTICO
Nome: Data:Observador: Hora:

Atitude ou comportamento:

Situação:
Detalhes:
Razão para observação:
Comentários:
Documentação através de álbuns
Comentários das crianças (em forma de texto)
Eu critico:
Eu felicito:
Eu proponho:

domingo, 14 de junho de 2009

POEMA X POESIA

É bom ressaltar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratadas por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos entre os estudiosos apresenta diferenças:
Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem.1
Poema: obra em verso em que há poesia
"Se o poema é um objeto empírico e se a poesia é uma substância imaterial, é que o primeiro tem uma existência concreta e a segunda não. Ou seja: o poema, depois de criado, existe per si, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser: primariamente, naqueles onde ela se encrava e se manifesta de modo originário, oferecendo-se à percepção objetiva de qualquer indivíduo; secundariamente, no espírito do indivíduo que a capta desses seres e tenta (ou não) objetivá-la num poema; terciariamente, no próprio poema resultante desse trabalho objetivador do indivíduo-poeta." 2
O poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa (que é escrita em linhas contínuas, ininterruptas).
1 - Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. RJ: Nova Fronteira, 1993.

2 - LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Adjunto adverbial
Termo modifica verbos, adjetivos ou advérbios

Adjunto adverbial é outro termo acessório da oração, como o adjunto adnominal, dentro da análise sintática.
Vejamos um exemplo, do Hino Nacional:

No segundo verso, temos a expressão conquistar com braço forte.
Podemos notar como a expressão com braço forte intensifica o sentido do verbo conquistar.
O termo que intensifica o sentido de verbo, de um adjetivo ou de um advérbio recebe o nome de adjunto adverbial.
No exemplo acima, com braço forte é um adjunto adverbial de modo.
Vamos a outros exemplos, todos do Hino Nacional Brasileiro.
Podemos reparar na grande quantidade de adjuntos adverbiais que acompanham o adjetivo deitado e o verbo fulguras:
Todos esses adjuntos adverbiais especificam o modo como a nossa nação se apresenta, em meio a seus esplêndidos recursos naturais.
Há inúmeros tipos de adjunto adverbial, o que torna difícil fazer uma classificação exata.
Observe os advérbios e locuções adverbiais no exemplo abaixo.
São todos adjuntos adverbiais de modo:
Os adjuntos adverbiais podem indicar diversas outras circunstâncias.
Adjunto adverbial

Exemplo
lugar
Cantei na escola.
tempo
Nós nos apresentamos ontem.
modo
Cantamos com toda a energia!
fim
Os alunos cantaram em homenagem à Semana da Pátria.
matéria
O coro era de 120 vozes.

domingo, 7 de junho de 2009

Só se aprende ler lendo?

Só se aprende ler, lendo e só se aprende escrever, escrevendo. Na atividade da escrita, a criança escreve do jeito que ela sabe e o professor faz intervenções necessárias em relação à escrita do aluno. Essas atividades têm o objetivo de avançar na reflexão da Língua, aprender a letra a ser usada, e quantas letras usar, escrever textos com sentido, revisar ortografia e gramática. Pode ser desenvolvida com crianças entre 5 e 6 anos.
Atividade 1: leitura e escrita de Nomes próprios, pois este é um modelo estável de escrita.Sugestão:§
  • Jogos: bingo, dominó, caça-nomes, forca e lacunas com nomes;§ Montar nomes com alfabeto móvel;§ Lista com nome dos alunos para a chamada, deve ser lida diariamente: cada criança tem o nome escrito num pedaço de papel cartão (azul para os meninos e rosa para as meninas), primeiro a professora mostra a cor do cartão, depois mostra o nome para a turma, quando esse nome é identificado, a criança chamada pega o papel e coloca num espaço reservado para a chamada;§ Classificar o nome dos alunos de acordo com: número de letras, de sílabas;§ Identificar letras do próprio nome em embalagens e rótulos.
Atividade 2: leitura e escrita de listas – as listas são as primeiras formas expositivas de texto. O trabalho com listas favorece a aquisição da base alfabética, possibilita a reflexão entre as hipóteses de escrita do aluno e a escrita convencional das palavras, promovendo o conflito cognitivo.
  • Sugestão:§ Listar as palavras dos textos trabalhados, classificando-os de acordo com: a primeira e última letra, numero de letras e de sílabas, vogais e consoantes.§ Lista de nomes de animais, frutas, verdura, cores, plantas, brinquedos, etc.§ Lista de nomes dos alunos da classe, dos professores ou dos funcionários da escola;
Atividade 3: leitura e escrita de trava-língua, parlenda, quadrinha, poema e canção de roda – esses são textos da cultura oral apropriados para trabalhar a aquisição da base alfabética e ortográfica. Por serem de fácil memorização, geram atividades que favorecem a percepção de que é preciso corresponder o falado ao escrito, além de brincar com o som, s forma ortográfica e o significado das palavras.
  • Sugestão: circular palavras repetida, as rimas, os sinais de pontuação, copiar palavras inteiras, pintar os espaços entre as palavras, contar o numero de letras ou palavras de uma frase, completar letras ou sílabas que faltam de algumas palavras do texto, classificar as palavras pelo som ou letra inicial.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Complemento nominal & Adjunto adnominal

Complemento nominal & Adjunto adnominal
COMPLEMENTO NOMINAL
O complemento nominal representa o alvo para o qual tende um sentimento, disposição ou movimento, e desempenha em relação ao nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) o mesmo papel que o complemento verbal em relação ao verbo. Pode ser representado por:
a) substantivo (acompanhado de seus modificadores):
"Fiquei ansioso pelo Sábado." (Machado de Assis) "Fiquei indiferente a todos os seus agrados." (J. L. do Rego)
b) pronomes:
"Você, que é íntimo dele, não nos podia dizer o que há, o que houve, que motivo..." (Machado de Assis)
"Não estava contente comigo." (Machado de Assis)
c) numeral:
"A vida dele era necessária a ambas." (Machado de Assis)
d) palavra ou expressão substantivada:
"Passo, fantasma do meu ser presente, Ébrio, por intervalos, de um Além." (Fernando Pessoa)
"A certeza do hoje nasce da lembrança do ontem." (Olavo Bilac)
e) oração completiva nominal:
"Tomei consciência de que era um poeta menor..." (Manuel Bandeira)
LEMBRE-SE:
1º) O complemento nominal pode estar integrando o sujeito, o predicativo, o objeto direto, o objeto indireto, o agente da passiva, o adjunto adverbial, o aposto e o vocativo.
2º) Convém ter em mente que o nome substantivo cujo sentido o complemento nominal integra corresponde, geralmente, a um verbo transitivo de radical semelhante:
conhecimento da verdade......................................... conhecer a verdade defesa da lei.............................................................. defender a lei
ADJUNTO ADNOMINAL
Adjunto adnominal é o termo de valor adjetivo que serve para especificar ou delimitar o significado de um substantivo, qualquer que seja a função deste. O adjunto adnominal pode vir expresso por:
a) adjetivo:
"Os galos brancos dormiam nos úmidos poleiros..." (A. F. Schmidt)
b) locução adjetiva:
"Uivos de cães entristeciam lamentosamente a noite alva." (Coelho Neto)
"O homem já estava acamado Dentro da noite sem cor." (Manuel Bandeira)
c) artigo (definido ou indefinido):
"Uma banda de música enchia o jardim com os estridentes compassos." (Lima Barreto)
"Há em nós um gesto do instinto acenando para a beleza." (R. Couto)
d) pronome adjetivo:
"Era o nosso corretor desses homens cujo estômago professa a maior independência em relação ao coração e à cabeça." (José de Alencar)
e) numeral:
"– Onze mortos e vinte e cinco feridos! repetiu duas ou três vezes o alienista." (Machado de Assis)
f) oração adjetiva:
"Eu contemplava os seres que passavam." (A. F. Schmidt)
LEMBRE-SE:
O mesmo substantivo pode estar acompanhado por mais de um adjunto adnominal:
"A beladama é filha de um velho funcionário público." (Machado de Assis)
Regras práticas para não confundir o complemento nominal com o adjunto adnominal
1. Sempre que o antecedente for adjetivo ou advérbio, o termo seguinte será complemento nominal:
Obediente às leis. Relativamente a outros.
2. Geralmente, quando o antecedente é substantivo abstrato cognato de verbo ou de adjetivo usados transitivamente, o termo seguinte será complemento nominal:
Subversão da ordem. (Cf. Subverter a ordem.) Fidelidade às leis. (Fiel às leis.)
3. Geralmente, quando o antecedente é substantivo concreto, o termo seguinte será adjunto adnominal:
Livro de Pedro.
4. Alguns substantivos aparecem ora como abstratos, ora como concretos:
A redação de definições é difícil. (redação = abstrato; termo seguinte = compl. nom.) A redação do aluno está excelente. (redação = concreto; termo seguinte = adj. adn.)
5. Representando o agente, a expressão preposicionada será adjunto adnominal:
A solicitação do aluno. (aluno = agente = autor da solicitação = adj. adn.)
6. Representando o paciente, será complemento nominal:
A solicitação de revisão. (revisão = paciente = ela sofre a ação de ser solicitada = compl. nom.)

Aprendendo concordÂncia verbal com música...

Em minhas navegações olha que legal que encontrei uma música para trabalhar concordância verbal.

Concordância Verbal (música)
REFRÃO
Você vai ver, vai achar legal
Vai aprender a concordância verbal (BIS)

O verbo concorda com o núcleo do sujeito
Os passarinhos destruíram a horta.
Mais de, menos de, perto de...
Mais numeral verbo no singular
Verbo no plural
Mais de um animal escapou
(Volta REFRÃO)

Com sujeito composto
Antes do verbo, verbo no plural...
Depois do verbo, verbo no plural
Ou concordando com o núcleo mais próximo
Com pessoas gramaticais diferentes
Se for 1ª, 1ª no plural
Sem a 1ª pessoa não faz mal
O verbo vai para a 2ª ou 3ª no plural
(Volta REFRÃO)

Preste bem atenção não passe mal
A concordância de verbo impessoal
Haver no sentido de existir
Como acontecer é verbo impessoal
Fica no singular tanto sozinho
Quanto em locução verbal
Fazer indicando o tempo transcorrido
Como transcorrer também é verbo impessoal
A regra a seguir é a mesma
Fica no singular tanto sozinho
Quanto em locução verbal
Ontem fez dois meses que ele morreu.
É o exemplo que eu te dou tá legal

http://www.musicexpress.com.br/Artistas/Português%20Divertido%20e%20Diferente/Aprenda%20Português%20Cantando/Concordância%20Verbal.mp3

Neste site você pode escutar e baixar a música.

domingo, 31 de maio de 2009

Dicas de Interpretação

Dicas de interpretação
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir idéia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
17. O autor defende idéias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.Ex.: Ele morreu de fome.de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele").Ex.: Ele morreu faminto.faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idéias estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.

Termos da oração

01- IDENTIFICAÇÃO DOS TERMOS DA ORAÇÃO
* Essas perguntas (preposicionadas), se realizadas
após o nome, identificam o complemento nominal.
ADJUNTO ADVERBIAIS
􀀣 De tempo: quando? / desde quando?
􀀣 De lugar: onde? / aonde? / de onde? / para onde?
􀀣 De modo: como?
􀀣 De intensidade: quanto?
􀀣 De causa: por quê? / de quê?
􀀣 De instrumentos: com o quê?
VERBOS
􀀣 Transitivo direto: acompanha objeto direto
􀀣 Transitivo indireto: acompanha objeto indireto
􀀣 Transitivo direto e indireto: acompanha objeto
direto e objeto indireto
􀀣 Intransitivo: não acompanha qualquer objeto.
02. EXERCÍCIO
01. Separe e classifique os termos das orações abaixo:
a) O novo diplomata apresentou suas credenciais ao embaixador ontem, naquela representação, tranqüilamente.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) As crianças necessitam de compreensão sempre.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
c) As crianças têm necessidade de compreensão sempre.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
d) Professores e alunos viajaram bem, para Campinas, sábado.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
e) Fernando, nosso empregádo mais antigo pediu demissão ontem.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
f) Fernando, nosso empregado mais antigo, pediu demissão ontem.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
g) Senhor Promotor, Pedro Noleto, delegado de Ourém, dirá a verdade a Celeste Almeida, juíza, na próxima semana,
serenamente, neste tribunal.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________________________
03. A FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS/ COLOCAÇÃO PRONOMINAL (PRÓCLISE/ MESÓCLISE,
ÊNCLISE)
􀀣 ME / TE / SE / NOS / VOS / A , LHE , O
→ Objeto direto (quando substituídos por alguém).
→ Objeto indireto (quando substituído por a alguém).
→ Adjunto adverbial (quando substituído por pronomes possessivos).
→ Se (partícula apassivadora)
→ Se (Índice de indeterminação do sujeito)

EXERCÍCIO
a) O jardineiro feriu-se com a faca
b) O atleta prometeu-me total recuperação.
c) Pedro beijar-lhe-á as mãos, Patrícia.
d) Nós nos cumprimentaremos após a prova, professora.
e) Vendem-se colchões.
f) Precisa-se de colchões
g) Devolvo-lhe o livro amanhã, Amanda.
04. PREPOSIÇÕES
A COM DE EM PARA SEM TRÁS
ANTE CONTRA DESDE ENTRE PER SOBRE
ATÉ POR SOB
APÓS PERANTE
COMENTARIOS:
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________

quinta-feira, 28 de maio de 2009

More exercises

Bom! Mais exercícios se algum dos meus alunos queridos passar por aqui, façam esses exercícios alguns deles constará na prova. Beijos da prof.

Faça a Concordância Correta Rasurando o Verbo Incorreto:
01 - A multidão de pedestres [desaguavam / desaguava] de todos os quadrantes.
02 - O pessoal de casa não [gostaram / gostou] da festa.
03 - Uma porção de velhas [aguardava / aguardavam] no saguão do hotel.
04 - Um bloco de foliões [animavam / animava] a festa.
05 - Um bando de cafajestes [depredou / depredaram] as casas da rua.
06 - Uma junta de bois [tirou / tiraram] o automóvel do atoleiro.
07 - A turma não [entendiam / entendia] nada do que estava ouvindo.
08 - O exército dos aliados [desembarcaram / desembarcou] no sul da Itália.
09 - Uma porção de presos [fugiu / fugiram] da penitenciária estadual ontem.
10 - Uma junta de médicos [voltou / voltaram] a estudar aquele caso.
11- A turma não [entendiam / entendia] nada do que estava ouvindo.
12 - Uma nuvem de gafanhotos [destruíram / destruiu] toda a plantação.
13 - O grupo de estudantes [gritavam / gritava] palavras de ordem.
14 - A gente não [queremos / quer] briga com ninguém.
15 - A maioria não dos alunos [compareceram / compareceu] à escola.
16 - Metade dos cubanos [pediu / pediram] asilo à embaixada norte-americana.
17 - A maioria das palavras [continuam visíveis / continua visível].
18 - Grande parte dos atores [aparece nu / aparecem nus] nessa peça.
19 - Metade das laranjas [estava podre / estavam podres].
20 - Grande número de mulheres [ficou nervosa / ficaram nervosas].
21 - A maior parte dos carros [tinham / tinha] defeitos.
22 - Grande parte dos homens [ficou preocupada / ficaram preocupados].
23 - Minas Gerais [possui / possuem] grandes jazidas de ferro.
24 - Os Estados Unidos [é / são] um país rico.
25 - Campinas [orgulha-se / orgulham-se] de ter sido o berço de Carlos Gomes.
26 - Minhas férias [é / são] sempre um período de descanso.
27 - Nesta época do ano os Andes [ficam / fica] com muita neve.
28 - Flores (cidade) até pouco tempo atrás [trazia / traziam] acento circunflexo.
29 - O Amazonas [corre / correm] majestoso para o mar.
30 - Vassouras [são /é] uma simpática cidade fluminense.
31 - Itens nuca [teve / tiveram] acento gráfico.
32 - Cravinhos [é / são] uma cidade limpa.
33 - Os Três Mosqueteiros [é /são] de Alexandre Dumas.
34 - Os Imigrantes [agradou / agradaram] a todos os telespectadores.
35 - Terras do Sem-Fim [foi / foram] quadrinizado para leitores jovens.
36 - Os Lusíadas [tornaram / tornou] Camões imortal.
37 – Vossa Excelência [agiu / agistes] com moderação.
38 – Vossa Senhoria me [entendeu / entendestes] mal.
39 - Vossa Senhoria [está / estais] melhor agora?
40 - Vossas Excelências [devem / deveis] tomar uma providência imediatamente.
41 – [Recebei / Receba] Vossa Excelência os protestos de nossa estima.
42 - Vossa Senhoria [continuais / continua] zangado comigo?
43 - Fomos nós quem [pichou / pichamos] o muro.
44 - Foste vós quem [falou / falastes].
45 - Fui eu quem [enviei / enviou].
46 – Fomos nós quem [escreveu / escrevemos] este documento.
47 - Eram eles que [mantinha / mantinham] a paz na região.
48 - Juca, fui eu quem [deu / dei] a água ao pedinte.
49 - Fui eu que [iluminei / iluminou] a tua cabeça oca.
50 – Fui eu quem [espalhei / espalhou] esses boatos.
51 - Somos nós quem [duvidamos / duvida].
52 - Fui eu que [preparou / preparei] o almoço.
53 - Fui eu quem [elaborei / elaborou] o novo planejamento.
54 - Foste tu que [saíste / saiu].
55 - Qual de vocês me [faria / fariam] esse favor.
56 - Qual de vós [testemunharam / testemunhou / testemunhastes] o fato?
57 – Alguns de nós [iremos / irão / irá] fazer companhia a Teresa.
58 - Qual de vocês me [faria / fariam] esse favor.
59 - Nenhuma de nós a [viu / vimos / viram].
60 - Poucos dentre nós [conhece / conhecemos / conhecem] as leis.
61 - Quais de nós [viajará / viajaremos / viajarão] contigo?
62 - Algum dentre vós [é culpado/ sois culpados].
63 - Quantos de nós [sabe / sabemos / sabem] a verdade?
64 - Nenhum de nós [terá / teremos / terão] coragem de contar-lhe a verdade.
65 - Quais de nós [cumprirá / cumpriremos / cumprirão] o trato?
66 - Mais de um avião [caíram / caiu] este mês.
67 - Mais de uma pessoa [socorreram / socorreu] a vítima do incêndio.
68 – Mais de um político se [desacatou / desacataram].
69 - Mais de um aluno [faltou / faltaram] à aula inaugural.
70 – Cerca de mil professores [protestou / protestaram].
71 – Mais de um jogador se [xingava / xingavam].
72 – Mais de um funcionário [foram / foi] exonerado.
73 - Cerca de oitenta mil torcedores [assistiu / assistiram] ao jogo.
74 - Perto de quinze presos [fugiu / fugiram] da cadeia.
75 - Não sou um daqueles que [recusa/ recusam] esforço.
76 - Sou um dos que mais [colabora / colaboram].
77 - Paulo é um dos que mais [estuda / estudam].
78 – Sou um dos candidatos que [disputa / disputam] o cargo
79 – O Presidente é um dos que [torcem / torce] pelo Corinthians.
80 – Sou um dos que [acreditam / acredita] nisso.

sábado, 23 de maio de 2009

Atenção!!! Isso acontece e muito.

O Professor Está Sempre Errado

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor! (Jô Soares)
É jovem, não tem experiência. É velho, está superado. Não tem automóvel, é um pobre coitado. Tem automóvel, chora de "barriga cheia'. Fala em voz alta, vive gritando. Fala em tom normal, ninguém escuta. Não falta ao colégio, é um 'caxias'. Precisa faltar, é um 'turista'. Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos. Não conversa, é um desligado. Dá muita matéria, não tem dó do aluno. Dá pouca matéria, não prepara os alunos. Brinca com a turma, é metido a engraçado. Não brinca com a turma, é um chato. Chama a atenção, é um grosso. Não chama a atenção, não sabe se impor. A prova é longa, não dá tempo. A prova é curta, tira as chances do aluno. Escreve muito, não explica. Explica muito, o caderno não tem nada. Fala corretamente, ninguém entende. Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário. Exige, é rude. Elogia, é debochado. O aluno é reprovado, é perseguição. O aluno é aprovado, deu 'mole'. É o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.
(fonte - Revista do Professor de Matemática, no.36,1998.)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Aqui vai uma lista muito útil para produções de texto.

- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela coesão do texto, estabelecem a inter-relação entre os enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções, alguns advérbios e locuções adverbiais. Veja algumas palavras e expressões de transição e seus respectivos sentidos:
- inicialmente (começo, introdução)
- primeiramente (começo, introdução)
- primeiramente (começo, introdução)
- antes de tudo (começo, introdução)
- desde já (começo, introdução)
- além disso (continuação)
- do mesmo modo (continuação)
- acresce que (continuação)
- ainda por cima (continuação)
- bem como (continuação)
- outrossim (continuação)
- enfim (conclusão)
- dessa forma (conclusão)
- em suma (conclusão)
- nesse sentido (conclusão)
- portanto (conclusão)
- afinal (conclusão)
- logo após (tempo)
- ocasionalmente (tempo)
- posteriormente (tempo)
- atualmente (tempo)
- enquanto isso (tempo)
- imediatamente (tempo)
- não raro (tempo)
- concomitantemente (tempo)
- igualmente (semelhança, conformidade)
- segundo (semelhança, conformidade)
- conforme (semelhança, conformidade)
- assim também (semelhança, conformidade)
- de acordo com (semelhança, conformidade)
- daí (causa e conseqüência)
- por isso (causa e conseqüência)
- de fato (causa e conseqüência)
- em virtude de (causa e conseqüência)
- assim (causa e conseqüência)
- naturalmente (causa e conseqüência)
- então (exemplificação, esclarecimento)
- por exemplo (exemplificação, esclarecimento)
- isto é (exemplificação, esclarecimento)
- a saber (exemplificação, esclarecimento)
- em outras palavras (exemplificação, esclarecimento)
- ou seja (exemplificação, esclarecimento)
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).

- Coesão por referência: existem palavras que têm a função de fazer referência, são elas:
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso...
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo...
- pronomes relativos: que, o qual, onde...
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá...

- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a repetição no corpo do texto.
Ex: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”; Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”; João Paulo II: Sua Santidade; Vênus: A Deusa da Beleza. Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados agrupados em conjuntos.

Mais exercíos de concordância...

1-Reescreva as frases de acordo com as normas de concordância verbal, utilizando os verbos dos ( ) no presente do indicativo.

a- ( Fazer) dez anos que moro nessa rua.
b-(Haver) inúmeros livros raros na biblioteca.
c-( Dever) haver computadores naquela escola.
d-( Fazer) poucas semanas que fui promovida no trabalho.
e-( Fazer) alguns dias que não vou até lá.
f- Vocês ( haver) de vencer essas dificuldades.
g-(Fazer) muitos dias que ele não vem aqui.
h- Creio que eles (haver) de conseguir um bom emprego.
i- (Haver) horas em que a gente está cansado.

2- Complete as frases com uma das formas verbais dos ( ).

a- “...seis pousadas agora, juntas” (havia-haviam)

b-“nenhum de nós ..., sem a Senhora, conversar com os outros.(sabe-sabemos)

c-“A televisão, o rádio, o cinema, o jornal ... elementos do cotidiano.(é- são)

d- “- Nossa! Exclamou um dos que ...” (assistia- assistiam)

e-“Homem, objeto, fato, sonho, tudo ... o mesmo, em substância de areia” ( é- são)

f- “Não sou eu que o .......” ( tem – tenho)

g-E Vossa Mercê ... que outras ..., mais bem lavradas.”(repare, reparai; há-hão)

3-Complete as orações fazendo a concordância adequada.

a- És tu quem ...pagas/paga............... a conta.(pagar)
b-Agora sou eu que pago.......a conta.(pagar)
c- Os esqueletos das árvores ...parecem.... retorcidos. (parecer)
d- Mais de um .......saiu.... correndo ao ouvir o estrondo.(sair)
e- Aquela turma ........saiu.....gritando.(sair)
f- Cada um de nós ......é.........responsável. (ser)
g- A rapaziada..........vai ao baile.(ir)
h- Qual de nós ..........sabe..isso? (saber)
i- Cada qual de vós.........deve saber o caminho. (dever)
j- Quais de nós .....sabem/sabemos.isso? (saber)
l- Os sertões .........são...uma coisa extraordinária. (ser)
m- “Os Sertões” .....é...... uma obra-prima. (ser)
n-Mais de um aluno se....cutucaram...(cutucar)
o- A manada de bois..pasta/pastam tranqüila/os. (pastar)
p- Quem de vós .....irá.......... ao teatro?(ir)

4- Faça como no exercício anterior

a- Antônio ou João .....será..o presidente.(ser)
b- A defesa ou a acusação......vencerá.....(vencer)
c- O padre com os fiéis......rezam.....(rezar)
d- Cleópatra, com Marco Antônio, ....chegou.....(chegar)
e- Beliscão e mordida ....ardem.......(arder)
f-....Arde/Ardem.beliscão e mordida. (arder)
g- Uma e outra ..são.............boa(s) em Português. (ser)
h- Nem pai, nem mãe.....tinham chegado.(ter)
i- Jogos, viagens, diversões, nada....pode........satisfazê-lo.(poder)
j- A intolerância ou a preguiça .prejudicam qualquer um. (prejudicar)
m- Tu e ele ...sois..........................vitoriosos.(ser)
n-...Cortam-se...................-se estes galhos.(cortar)
o-.....Precisa-se.................-se de balconistas. (precisar)
p-.......São.................duas horas da madrugada.(ser)
q-.......Há..................flores no jardim. (haver)
h-Dez .....é...............muito pouco! (ser)

Concordância Verbal

1) Complete adequadamente os espaços com as formas verbais dos parênteses.
a- Todo o país aguardava o pronunciamento: o ministro da fazenda ou próprio presidente ____________ os novos rumos da economia.(anunciaria/anunciariam)
b- A irritação do proprietário ou a necessidade do posseiro _____________ o conflito e ninguém conseguia resolver o problema. (aumentava/aumentavam)
c- O caminhão de transporte com o carro do prefeito ____________ de frente.(chocou-se/chocaram-se)
d- Nem o marido nem o filho___________ que o técnico viria consertar a máquina.(avisou/avisaram)
e- Tanto o noticiário da televisão como o noticiário da principal rádio não ______________ o acidente.( comunicou/comunicaram)
f- A carne de primeira, a carne de segunda, frango, peixe, tudo _______________ sendo vendido com preço fora da tabela.(estava/estavam)
g- Os jogadores, o preparador físico, os dirigentes, ninguém______________ o técnico da seleção.(localizou/localizaram)
h- O saber falar e, principalmente, o saber ouvir_______________ ser suas principais qualidades.(parecia /pareciam)
i- As aventuras de Robinson Crusoé________________ a sonhar com as ilhas desertas ( ensinou-me/ensinaram-me)

2) Substitua os verbos existir e acontecer pelo verbo haver.
Modelo: Ontem aconteceram vários assassinatos.
Ontem houve vários assassinatos.
a- Atualmente não existem lugares tranqüilos na cidade.
b- Naquele país aconteceram vários golpes militares.
c- Talvez ainda existam ingressos para o jogo de hoje.

3) Faça as modificações indicadas e altere, se necessário, a concordância. Nos casos em que houver duas concordâncias possíveis, indique-as:
a) O pescador e seu amigo caíram na correnteza do rio. (comece pelo verbo)
b) Os amigos, os vizinhos, os colegas, todos o ajudaram.(troque todos por ninguém)
c) O desespero e a fome o torturavam diariamente.(troque fome por aflição)
d) A indignação, o medo, a solidão levaram-me ao desespero.(troque medo por raiva e solidão por ódio)
e) Minha irmã e você ficarão responsáveis pelo trabalho.( troque você por eu)
f) O motorista, ela e eu vimos o acidente.( troque eu por tu)

4) Complete as frases com os verbos dos parênteses no tempo pedido.
a- Não só a área rural mas também a área urbana(/) de mudanças.(necessitar presente do indicativo)
b- Sou eu quem (/) o serviço de casa. (fazer- presente do indicativo.)
c- Isso (/) dores - de – cotovelo. (ser- presente do indicativo)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Exercícios de coesão e coerência

Coesão e Coerência

Um dos problemas encontrados com mais frequência nos textos é a falta de coesão e de coerência. É comum encontrarmos textos que iniciam com um tema e terminam com outro, mostrando falta de unidade, falta de coerência. Além da falta de coerência, há falta de coesão, o que torna, muitas vezes, os períodos ininteligíveis.
Mas, o que é coerência e o que é coesão?
Comecemos pela organização textual. Todo texto é composto por uma macroestrutura e uma microestrutura.
A macroestrutura refere-se à coerência, ou seja, à manutenção da mesma referência temática em toda extensão. Para que ela exista é necessário:
a) harmonia de sentido de modo a não ter nada ilógico, nada desconexo;
b) relação entre as partes do texto, criando uma unidade de sentido.
c) as partes devem estar inter-relacionadas;
d) expor uma informação nova e expandir o texto;
e) não apresentar contradições entre as idéias;
f) apresentar um ponto de vista, uma nova visão de mundo.

Mas, a coerência é uma característica textual que depende da interação do texto, do seu produtor e daquele que procura compreendê-lo. Muito depende do receptor, de seu conhecimento de mundo, da situação de produção do texto e do grau de domínio dos elementos lingüísticos constantes do texto. Veja no exemplo abaixo a falta desse domínio, o que parece tornar o texto incoerente. Essa incoerência, proposital neste caso, torna o texto uma piada.
- Eu gosto tanto de frango, mas tenho medo de gripe aviária.
- Ah, mas só dá na Ásia, responderam.
- Justo na parte de que eu mais gosto? (Folha de São Paulo, 18 de março de 2006, p. E13).

Há diversos níveis de coerência:
a) Coerência narrativa : respeito às partes da narrativa e à lógica existente entre essas partes.
b) Coerência argumentativa : respeito à estrutura argumentativa e ao raciocínio argumentativo.
c) Coerência figurativa : respeito à combinatória de figuras para manifestar um dado tema. Por exemplo, dizer que tocavam uma música clássica num baile funk.
d) Coerência temporal: respeito às leis da sucessividade dos eventos.
e) Coerência espacial: respeito à compatibilidade entre os enunciados do ponto da localização no espaço. Por exemplo, seria incoerente dizer que 450 pessoas estavam na sala de estar do apartamento.
f) Coerência no nível de linguagem: respeito à compatibilidade entre personagens e receptor e seus respectivos níveis de linguagem. Um personagem não escolarizado, dificilmente, produziria textos no padrão culto.
Portanto, a coerência deve ser entendida como um fator que se estabelece no processo de comunicação. A coerência não existe antes do texto, mas constrói-se simultaneamente à construção do texto, estreitamente relacionada com a intenção e conhecimentos dos interlocutores.

A microestrutura refere-se à coesão, ou seja, ligação das frases, concatenação entre as partes, traços morfossintáticos que garantem o encadeamento lógico.
Para que o texto seja coeso, deve seguir pelo menos um dos mecanismos de coesão:
a) Retomada de termos, expressões ou frases já ditas.
b) Encadeamento de segmentos do texto, feito com conectores ou operadores discursivos, tais como então, portanto, mas, já que, porque...
Veja o exemplo baixo
• As regras foram criadas para o bom funcionamento das tarefas, portanto, aqueles que não as obedecerem serão punidos.
Ao encadear com conectores os segmentos do texto, devemos usá-los de acordo com a relação que queremos dar a essa união. Por exemplo, se quisermos passar a idéia de oposição, deveremos usar as conjunções adversativas mas, porém, contudo, todavia...
As conjunções, pronomes relativos, preposições, elementos conectores, podem ser encontrados em qualquer gramática de língua portuguesa. Há uma delas nas referências bibliográficas abaixo.

- Referências Bibliográficas
CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

MEDEIROS, João Bosco. Português Instrumental. São Paulo: Atlas, 2007.

NETO, Pasquale Cipro. Nossa língua em letra e música. São Paulo: Publifolha, 2003.

PLATÃO e FIORIN. Lições de texto: leitura e redação. 5 ed. São Paulo: Ática, 2006.

SIQUEIRA, João H. Sayeg. O texto: movimentos de leitura, táticas de produção, critérios de avaliação. São Paulo: Selinunte, 1990.


- Exercícios

COESÃO TEXTUAL

Junte os pares de orações abaixo, de tal forma que entre elas se estabeleça a relação indicada. Faça as alterações que forem necessárias.

Relação de concessão

a) Seu projeto foi recusado.
b) As explicações foram convincentes.


Relação de finalidade

a) Resolvemos ficar em casa.
b) Assim poderíamos descansar.


Relação de concessão

a) Houve vários imprevistos durante a viagem.
b) Tudo foi cuidadosamente planejado.


Relação de proporção

a) Ele crescia.
b) Ele ficava mais magro.


Relação de comparação

a) Ele era estudioso.
b) Todos os outros alunos da turma eram estudiosos.


Relação de tempo

a) Meus amigos vieram visitar-me.
b) Cheguei de viagem.


Complete o texto abaixo, com as palavras destacadas, de forma a torná-lo coeso e coerente:


A ansiedade costuma surgir___________________se enfrenta uma situação desconhecida. Ela é benéfica_____________prepara a mente para desafios, _________ falar em público. _________________,_____________________ provoca preocupação exagerada, tensão muscular, tremores, in­sônia, suor demasiado, taquicardia, medo de falar com estranhos ou de ser criticado em situações sociais, pode indicar uma ansiedade generalizada, ______________________ requer acompanhamento médico, ou até transtornos mais graves,_______________________ fobia, pânico ou obsessão compulsiva. __________________ apenas 20% das vítimas de ansiedade busquem ajuda
médica, o problema pode e deve ser tratado. _______________ se pro­cure um clínico-geral num primeiro momento, é importante a orientação de um psiquiatra, _____________________prescreverá a medicação adequada. A terapia, em geral, é à base de antidepressivos. "Hoje existe uma geração mais moderna desses remédios", explica o psiquiatra Márcio Bernik, de São Paulo, coordenador do Ambulatório de Ansiedade, da Faculdade de Medi­cina da Universidade de São Paulo. "____________mais eficazes, não provocam ganho de peso nem oscilação no desejo sexua1." Outra vantagem: não apresentam riscos ao paciente caso ele venha a ingerir uma dosagem muito alta.

Fonte: Claudia, nov. 2000.

além de - quando - embora - mas - se - que - que - como - mesmo que - se - como

COESÃO E COERÊNCIA - EXERCÍCIOS
I. Reescreva os trechos fazendo a devida coesão. Utilize artigos, pronomes ou advérbios. Não se esqueça de que a elipse (omissão de um termo) também é um mecanismo de coesão.
1. A gravata do uniforme de Pedro está velha e surrada. A minha gravata está novinha em folha.
2. Ontem fui conhecer o novo apartamento do Tiago. Tiago comprou o apartamento com o dinheiro recebido do jornal.
3. Perto da estação havia um pequeno restaurante. No restaurante costumavam reunir-se os trabalhadores da ferrovia.
4. No quintal, as crianças brincavam. O prédio vizinho estava em construção. Os carros passavam buzinando. As brincadeiras, o barulho da construção e das buzinas tiravam-me a concentração no trabalho que eu estava fazendo.
5. Os convidados chegaram atrasados. Os convidados tinham errado o caminho e custaram a encontrar alguém que orientasse o caminho aos convidados.
6. Os candidatos foram convocados por edital. Os candidatos deverão apresentar-se, munidos de documentos, até o dia 24.
II. Use os pronomes adequados:
1. Um encapuzado atravessou a praça e sumiu ao longe. Que vulto era _____ a vagar, altas horas da noite, pela rua deserta?
2. Jorge teria dinheiro, muito dinheiro, carros de luxo e mulheres belíssimas. _____ eram as fantasias que passavam pela mente de Jorge enquanto se dirigia para o primeiro treino na seleção.
3. Marcelo será promovido, mas terá de aposentar-se logo a seguir. Foi _____ que me revelou um amigo do diretor.
4. Todos pensam que a CPI acabará em pizza, mas não queremos acreditar _____.
5. Luís e Paulo trabalham juntos num escritório de advocacia. _____ dedica-se a causas criminais, _____ a questões tributárias.
6. Soube que você irá ocupar um alto cargo na empresa e que está de mudança para uma casa mais próxima do seu local de trabalho. Se _____ me chateou, já que somos visinhos há tantos anos, _____ me deixou muito contente.

III. Restaure a coesão nas sentenças:
1. Um homem caminhava pela rua deserta: esfarrapado, cabisbaixo, faminto, abandonado à própria sorte. _____ parecia não notar a chuva fina que caía e _____ encharcava os ossos.
2. Os grevistas paralisaram todas as atividades da fábrica. _____ durou uma semana.
3. Vimos o carro do ministro aproximar-se. Alguns minutos depois, _____ estacionava no pátio do Palácio do Governo.
4. Imagina-se que existam outros planetas habilitados. _____ tem ocupado a mente dos cientistas desde que os OVNIS começaram a ser avistados.
5. O presidente americano disse: Quem é favorável ao Eixo do Mal estará contra mim. _____ marcou uma etapa nas relações internacionais.