segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Casa reciclada

Muito legal as diversas maneiras de aproveitar materiais reciclados. Vejam as fotos:

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A história do Pierrot

Veja a história do Pierrot clicando no link abaixo.






Marchinhas de Carnaval














ABRE ALAS

(Chiquinha Gonzaga, 1899)

Ó abre alas que eu quero passar

Ó abre alas que eu quero passar

Eu sou da lira não posso negar

Eu sou da lira não posso negar


Ó abre alas que eu quero passar

Ó abre alas que eu quero passar

Rosa de ouro é que vai ganhar

Rosa de ouro é que vai ganhar

A JARDINEIRA

(Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938)

Ó jardineira porque estás tão triste

Mas o que foi que te aconteceu

Foi a camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

Vem jardineira vem meu amor

Não fiques triste que este mundo é todo seu

Tu és muito mais bonita

Que a camélia que morreu


ALLAH-LÁ-Ô
(Haroldo Lobo-Nássara, 1940)

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô

Atravessamos o deserto do Saara

O sol estava quente

Queimou a nossa cara

Viemos do Egito

E muitas vezes

Nós tivemos que rezar

Allah! allah! allah, meu bom allah!

Mande água pra ioiô

Mande água pra iaiá

Allah! meu bom allah


APAGA A VELA
(Braguinha, 1941)
Bela, bela

Já não posso resistir

Apaga a vela, ó bela

Apaga que eu quero dormir

Apaga também os teus olhos

Teus olhos enormes de brilho azulado

Não passes a noite falando

Que eu ando com o sonho atrasado


AURORA
(Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)
Se você fosse sincera

Ô ô ô ô Aurora

Veja só que bom que era

Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento

Com porteiro e elevador

E ar refrigerado

Para os dias de calor

Madame antes do nome

Você teria agora

Ô ô ô ô Aurora


BALANCÊ
(Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936)

Ô balancê balancê

Quero dançar com você

Entra na roda morena pra ver

Ô balancê balancê


Quando por mim você passa

Fingindo que não me vê

Meu coração quase se despedaça

No balancê balancê


Você foi minha cartilha

Você foi meu ABC

E por isso eu sou a maior maravilha

No balancê balancê


Eu levo a vida pensando

Pensando só em você

E o tempo passa e eu vou me acabando

No balancê balancê


BANDEIRA BRANCA
(Max Nunes-Laércio Alves, 1969)

Bandeira branca amor

Não posso mais

Pela saudade que me invade

Eu peço paz

Saudade mal de amor de amor

saudade dor que dói demais

Vem meu amor

Bandeira branca eu peço paz


CABELEIRA DO ZEZÉ
(João Roberto Kelly-Roberto Faissal, 1963)


Olha a cabeleira do zezé

Será que ele é

Será que ele é


Será que ele é bossa nova

Será que ele é maomé

Parece que é transviado

Mas isso eu não sei se ele é


Corta o cabelo dele!

Corta o cabelo dele!


CACHAÇA

(Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953)


Você pensa que cachaça é água

Cachaça não é água não

Cachaça vem do alambique

E água vem do ribeirão


Pode me faltar tudo na vida

Arroz feijão e pão

Pode me faltar manteiga

E tudo mais não faz falta não

Pode me faltar o amor

Há, há, há, há!

Isto até acho graça

Só não quero que me falte

A danada da cachaça


CAN CAN

Tem francesinha no salão

Tem francesinha no cordão

Ela é um sonho de mulher

Vem do folies bergères

Uh lá lá trés bien!

Maestro ataca o can can!


CHIK CHIK BUM

(Antônio Almeida, 1941)

Chik chik chik chik chik bum!

Chik chik chik chik chik bum!

Pare o bonde, pare o bonde

Que inda vai entrar mais um


Quando eu pego o bonde errado

Vou até o fim da linha

E pra desfarçar as mágoas

Vou tocando a campainha

Outro dia eu distraí

Passeando com meu bem

Peguei o estrada de ferro

Pensando que fosse um trem


CHIQUITA BACANA
(Braguinha-Alberto Ribeiro, 1949)

Chiquita bacana lá da Martinica

Se veste com uma casa de banana nanica


Não usa vestido, oi! não usa calção

Inverno pra ela é pleno verão

Existencialista com toda razão

Só faz o que manda o seu coração, ôi!


CHUVA SUOR E CERVEJA

(Caetano Veloso, 1971)

Não se perca de mim

Não se esqueça de mim

Não desapareça

A chuva tá caindo

E quando a chuva começa

Eu acabo de perder a cabeça

Não saia do meu lado

Segure o meu pierrô molhado

E vamos embolar

Ladeira abaixo

Acho que a chuva

Ajuda a gente a se ver

Venha veja deixa beija seja

O que Deus quiser


A gente se embala, se embola

Se enrola, só pára

Na porta da igreja

A gente se olha

Se beija, se molha

De chuva suor e cerveja


COLOMBINA IÊ IÊ IÊ
(João Roberto Kelly/David Nasser-1966)

Colombina onde vai você

Eu vou dançar o iê iê iê

A gangue só me chama de palhaço (é a mãe!)

Palhaço (é a mãe!)

Palhaço (é a mãe!)

E a minha colombina que é você

Só quer saber de iê iê iê


CIDADE MARAVILHOSA
(André Filho, 1934)

Cidade maravilhosa

Cheia de encantos mil

Cidade maravilhosa

Coração do meu Brasil

Cidade maravilhosa

Cheia de encantos mil

Cidade maravilhosa

Coração do meu Brasil

Berço do samba e das lindas canções

Que vivem n'alma da gente

És o altar dos nossos corações

Que cantam alegremente

Jardim florido de amor e saudade

Terra que a todos seduz

Que Deus te cubra de felicidade

Ninho de sonho e de luz



ÍNDIO QUER APITO
(Haroldo Lobo-Milton de Oliveira, 1960)

Ê ê ê ê ê índio quer apito

Se não der pau vai comer

Lá no bananal mulher de branco

Levou pra pra índio colar esquisito

Índio viu presente mais bonito

Eu não quer colar

Índio quer apito


A FILHA DA CHIQUITA BACANA
(Caetano Veloso, 1975)

Eu sou a filha

Da chiquita bacana

Nunca entro em cana

Porque sou família demais

Puxei à mamãe

Não caio em armadilha

E distribuo banana

Com os animais

Na minha ilha iê iê iê

Que maravilha iê iê iê

Eu transo todas

Sem perder o tom

E a quadrilha toda grita

Iê iê iê

Viva a filha da chiquita

Iê iê iê

Entrei pro women's liberation front


FLOR TROPICAL
(Ary Barroso -1950)
Foram lá fora buscar

Como atração singular

Dona Chiquita da Martinica

E a espanhola de xale e castanhola

Mas morena trigueira

Que tem diploma e cartaz

Pôs a Chiquita e a espanhola

No chinelo pra nunca mais

Ó morena moreninha

Flor do jardim tropical

És de direito e de fato

A rainha do meu carnaval