sábado, 26 de junho de 2010

Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.
Paulo Freire

Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.
Paulo Freire

sexta-feira, 25 de junho de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Teatro para o dia das mães II

Trocando de mãe
Personagens: narrador, dona Filó, Fernandinho e os bichos: coruja, gata, porca, cachorra.




Obs: Os bichos poderão ser caracterizados através de máscaras.



Ambiente: No centro deve estar a cama do Fernandinho. As outras cenas devem estar nos cantos. Os personagens podem falar os diálogos ou fazer mímicas, enquanto op narrador falar.



Introdução: (entra um avó)



Avó = De repente... não mais que de repente... tornei-me avó! E descobrir uma alegria diferente, diferente da alegria de ser mãe.



Se avó é: descontração, curtição, relevância das faltas infinita paciência e..carinho, muito carinho.



E descobrir a diferença e o prêmio de ser avó, porque: a mãe, grande educadora, imbuída da enorme responsabilidade de dar formação, de tornar os filhos cidadãos úteis, preparados para a vida - vive tensa, vigilante, esgotada de suas reservas de energia, paciência e controle.



Com isso, muitas vezes, deixa de viver a parte alegre do convívio e da descoberta, do desabrochar do filho.



E, as vezes, as tensões crescem tanto que o carinho, o abraço, o afago, ficam esquecidos.



E, de repente.. não mais que de repente... os filhos estão crescidos, saindo para o estudo, para o casamento, para a vida...



A coisa mais importante da relação mãe-filho é com toda certeza o amor.



Aos filhos que, muitas vezes gostaria que a mãe fosse diferente, pedimos que pensem que essa mãe que vocês têm também esta crescendo e, por isso mesmo, caindo e se levantando, mas, sempre animada pelo amor mais bonito do mundo: o amor de mãe!



Narrador: Estava difícil o dia a dia na casa de dona Filó! Aquele seu garoto era uma parada:



Irrequieto como um vaga-lume, teimoso como um burro de carga.



Por outro lado, dona Filó... bem dona filó era fogo! Cheia de amor pelo seu Fernandinho, disposta a fazer dele um cidadão respeitável, útil a sociedade - quem sabe, até um presidente da República! Por que não!



Dona Fila era uma mãe vigilante, cheia de normas, tanta disposição, certamente, esbarrava no jeitão de Fernandinho. E era aquele choque constante e desgastante onde o amor,- ora o amor! - o amor ficava bem lá no fundo do coração e da mente, nos momentos de trégua!



Então, na casa de dona filó era aquele constante pingue-pongue:



- Fernando, já para a cama!

- -Ai mãe, deixa eu ver essa filme!

- Menino, já tomar banho!

- Ta querendo que u vire pato.

- Com as verduras, menino! Olha as vitaminas!

- Não estou vendo nada de vitamina aqui não!

- Fernandinho sai da rua menino! Na para dentro!

- Puxa vida, não posso nem arejar um pouquinho!

Bom vai, bola vem, no fragor da batalha, certa noite, vamos encontrar nossos heróis num momento muito especial. Eu diria terno, comovente:





CENA 01:



(entra Fernando e a mãe e vão em direção da cama e se ajoelham e Fernandinho faz uma oração.)



Fernandinho - Em paz me deito para dormi, guarda-me, ó Deus em teu amor. Abençoa papai e mamãe! Amém. Benção, mãe!



D. Filó - Deus te abençoe, querido! Eu te amo!



Fernandinho - Também te amo, mãe! Te manhã!



(dona Filó cobre o filho e sae de cena dizendo as seguintes palavras para si mesma)



D. Filó - Tão querido o meu menino! Ta ficando um homenzinho!



(Fernandinho começa a murmura depois que sua mãe sae de cena.)



Fernandinho: Eu te amo, eu te amo!... Não Agüento mais! Por que minha mãe não é sempre assim! Tem hora que me dá vontade de (bocejando) trocar de mãe! Ah...se fosse possível!



(Fernando adormece e sai de mansinho da cama e começa a caminhar resmungando):



Fernandinho: Dormi cedo, ora bolar,eu gostaria que minha mãe fosse um coruja!





CENA 02:



(Fernandinho caminha em direção da árvore)

Fernandinho: Ba Noite dona Coruja, posso ser seu filho!

Coruja: UH,uh,uh! Pode sim, menino!



(então Fernando pega a mascara de coruja e usa, e enquanto o narrador fala ele vai pulando de alegria para lá e para cá.)



Narrador: Foi uma festa: Fernando balaçou-se nas árvores, pulou, brincou. Hás vezes seus olhos ficavam pesados, mas logo Mãe-coruja fazia uh, uh, uh! E ele voltava a brincar. Ao raiar do dia, Mãe-Coruja disse:



Coruja: Uh,uh,uh! Já para o ninho Fernandinho, vamos todos dormi!



Fernandinho: Dormi, eu não posso mãe coruja, preciso ir para a escola, ver meus amigos, estudar e...



Coruja: Uh,uh! Obedeça, corujinha!



(neste momento Fernandinho Lara a masca cair no chão e sai correndo para o outro lado)



Fernando: Ufa escapei por pouco! Que fria! Eu vou lá querer dormi de dia, perde o sol, meus amigos, a escola! Eu hein! O jeito é arrumar outra mãe!



Narrador: Fernando ficou pensando...e se lembrou de uma coisa que ele detestava: Tomar banho!



Fernando: Já sei, vou arrumar uma mãe que detesta tomar banho assim como eu. Vai ser super legal...



CENA 03



Fernandinho: Bom dia, dona Gata, poso ser o seu filho!



Gata: Miau, Miau, miau1 Pode sim, menino!



(Fernando pega então a mascara de gato)



Narrador: Foi uma festa! Sem sobra de chuveiro a vista, Fernandinho deitou e rolou com os gatinho e de quebra, subiu em muros e telhados. Mas lá pelas tantas, mãe-gata, disse:



Gata: Hora do banho, gatinho!



Fernandinho: banho! Mas gato não gota de água!

Gata: Mas gosta de limpeza! Deite-se ai e trate de se lamber, até ficar brilhando! Miau, miau, miau!

Narrador: Fernando saiu correndo bem depressa, imagine só banho de língua...

Fernando: (joga a máscara de gato no chão) Uhg! Eu lá tenho cuspe p´ra tudo isso! Uhg, que nojeira! Mil vezes o chuveiro..hum, o sabonete cheiroso... a toalha felpuda! Ai,ai o jeito mesmo é arrumar outra mãe!



Narrador: E Fernando ficou pensando de que jeito podia ser essa sua nova mãe!



Fernando: Hum, deixe-me pensar, uma mãe que não ligasse para as tais vitaminas.. já sei!



CENA 04



Fernandinho: Bom dia, dona Porca, posso ser seu filho!

Porca: Oinc, oinc, pode sim, menino!

(Fernando pegua então a máscara de porco.)



Narrador: Foi uma festa! Fernando entrou no chiqueiro, patinou na lama, lambuzou-se inteiro! Até que lá pelo meio-dia, mãe-Porca disse:



Porca: Hora do almoço , porquinhos!



Narrador: Legal, pensou Fernando, que estava com muita fome. Correu com os porquinhos para o cocho e quando viu a comida, a amigos quando ele viu a comida, ficou sem cor!



Porca: Oinc, oinc! Come filhinho!



Fernandinho: Uhg! Comer, eu não posso nem ver essa, huh lavagem!



Porca: Oinc, oinc, come já! Ai tem vitamina,proteína, sais minerais, ferro, cálcio...oin...oic...!



Narrador: Comer aquela lavagem, com certeza não, Fernando sai correndo e bem depressa...



Fernando: (jogando a mascara do porco no chão). Eca que horror! Ai, ai, que saudade da mesa arrumadinha, dos pratos, dos talheres e do copo limpinho! Pensando bem, até que aquelas cenouras e abobrinhas são gostosas... e o picadinho de carne... e o macarrão... hum, que fome!



É o jeito é eu arrumar outra mãe! Hum... eu gostaria de uma mãe que me desse liberdade, que me deixasse brincar na rua o tempo todo! Hum..seria bom demais...já sei!



CENA 05



Fernando: Boa tarde, dona Cachorra, posso ser seu filho!



Cachorra: Au, au, au, pode sim, menino!



(Fernando pega a máscara de Cachorro.)



Narrador: Foi uma festa, Fernando fez correrias e estripulias pela rua abaixo. Assustou as crianças que vinham da escola, rosnou para um gato que correu, para cima do telhado, mas... acabou ficando cansado, com sono. Foi quando a Mãe Cachorra disse:



Cachorra: Au, au, au, hora de dormi, meus cachorrinhos! Vamos todos para a lata de lixo dormi.



Fernando: Epa espera ai, dormi atrás de uma lata de lixo, nesse chão duro, eu não posso dormi, não durmo mesmo.



Cachorra: Pode sim seu cachorrinho vira-lata!



(faz uma voz de raiva e começa a latir para oi Fernando)



Cachorra: Au, Au vai dormi agora mesmo,au, au,au...



(Fernando então larga a mascara no chão e sae correndo gritando...e depois se enfia na cama)



Fernando: Mãe, manhê! Dona Filó!



(neste momento joga a coberta sobre a cabeça, e depois de 5 segundos de silencio começa a gritar...)



Fernando: Mãe, manhe!



(Dona Filó entra em cena ouvindo os gritos o Fernandinho, chega até a cama e começa a abraçar o filho)



Filó: Que foi filho.

Fernando: Nada não mãe, não foi nada, foi só um pesadelo!

Filó: Dorme meu filho, volte a dormi ta...

Fernando: Ta mãe! Eu te amo!

Filó: Eu também te amo,meu filho!



(A mãe sae de cena e o Fernando fica murmurando)



Fernando: Eu te amo, eu te amo, mãe, pois a senhora é a melhor mãe do mundo! Sabe de uma coisa vou orar e agradecer a papai do céu esse presente maravilhoso que e a minha mamãe.



(neste momento ele sae da cama e começa a orar. Poderá entrar algumas crianças vestidas de pijamas e dobrar os joelhos para que possam fazer uma oração, que poderá ser feita por um locutor escondido).